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terça-feira, 28 de abril de 2009

Vale mais que um trocado

Eu chorei. É bonito, só. E chorei porque é bonito.

Veja a reportagem completa. Necessária.

Quase chegando ao fim da jornada literária, conheci Maria*. Carregava a pequena Vitória*, 1 ano recém-completado, e cobiçava alguns trocados num canteiro da Zona Norte da cidade. Ganhou um livro infantil e agradeceu. Avancei dois quarteirões e fiz o retorno. Então, a vi novamente. Ela lia para a menininha no colo. Espremi os olhos para tentar ver seu semblante pelo retrovisor. Acho que sorria.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Durma!

O cérebro está enviando comandos ao corpo. O informa que ele precisa dormir o maior tempo possível. Dormindo se esquece do que se passa. A não ser que se sonhe e acorde pior. Se o sonho for bom, tente mantê-lo. Melhor que acordar e deparar-se com a realidade.


O dia passou lento e um tanto diferente. Não estava no meu lugar de costume. Ninguém estava. Fiscais verificando tudo, nem com celular podia estar. Me senti nua, de certa forma. Até aí, tudo bem. Só no final do expediente que uma colega de trabalho me perguntou se a situação havia sido resolvida. Foi o que bastou para eu me perder. A colega se foi com a pergunta respondida. Minutos depois começam assuntos variados, e o nome de minha querida foi tocado na maioria deles. Ela não é só minha querida, é querida por todos e invejada por todos². Tais assuntos me irritaram e eu tentei mudar logo o rumo da conversa, para não demonstrar a irritação, pois quem estava conversando não merecia tal tipo de reação.

Já é quarta-feira e as horas estão passando como as pessoas passam por mim. Despercebidas, não ganham a minha atenção. E muitas coisas que eu mesmo faço não ganham minha atenção. São feitas por obrigação ou por falta do que fazer. Corrijo: falta de saber o que fazer.