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sexta-feira, 27 de março de 2009

Prova (ção?)

Só a inscrição que foi ação de minha supervisora. O resto foi minha parte.
Estudei com parcimônia, mesmo muito antes de saber a data do teste, que fiz tranquila, li e reli cada questão com múltipla escolha, até tomar a decisão de qual assinalar e repassei-as para o gabarito minusciosamente. Nada poderia ser trocado ou confundido, afinal, tratava-se de uma vaga ótima perto da qual ocupo atualmente.
Depois de duas semanas de pura apreensão, recebi o resultado chegando atrasada, numa tarde chuvosa: minha supervisora e o Almir (negão incrível e que está desenvolvendo comigo uma forte amizade), me fizeram um sanduíche-iche ao dar a grande notícia de que eu havia sido aprovada! Foi formidavelmente emocionante, o momento! Memorável!

Até aí, a minha parte eu fiz. Certo. Depois disso era só aguardar ser chamada para o treinamento.

A prova foi feita no final de Janeiro. A lista de aprovados saiu no início de Fevereiro. Desde então não tive resposta ou satisfação alguma da outra parte. Faço a minha, que é aguardar. #palhaça.

É o que tem pra hoje.

sábado, 18 de outubro de 2008

Um minuto

No caminho entre a estação Bresser e a Belém o trem parou. Durante um minuto nós, passageiros, ficamos lá, aguardando o trem retomar o seu movimento. O celular tocou e a flor pediu para eu esperar. "Não, não espero" - respondi brincando. A flor disse "Tá bom. Bjo." - Bjo.
Desci no Belém e fiquei esperando... Até tentei ligar de volta para avisar que na Bresser havia duas meninas se atracando nas cadeirinhas de espera (porque eu sempre penso que a gente se policia tanto e outras nem tanto ou nada). Só que ela não atendeu. Cinco minutos passaram-se e ela não chegou. Ela estava no Brás e já era tempo suficiente para chegar no Belém. Pensei: "se não neste, ela chega no próximo", mas ela não chegou. Ela já havia passado! Fiquei mais de uma hora aguardando. Por quê? Porque eu estava brincando com a flor ao dizer que não esperaria. É claro que eu aguardaria! Se não desse, eu daria uma resposta convincente e não um simples "não, não espero". E outra, fiquei desesperada achando que algo havia acontecido. Um dos trens que pararam na estação ficou mais que o necessário, pois alguém estava passando mal, precisando sair do trem urgentemente. Minhas pernas perderam a força no mesmo instante, fui até a porta que a pessoa que estava passando mal iria sair, procurando logo o rosto e constatar que não era o seu. Não era, por alívio (e egoísmo - mas a pessoa se recuperou logo). E aí? Cadê? Liguei, liguei, liguei... Em alguns momentos o celular chamava, já na grande maioria só dava caixa postal. Ou então eu entrava no serviço de caixa postal. Deve ter dado a louca no celular de tanto que eu liguei. Então, houve uma hora que chamou e eu percebi que fui colocada "em espera". "Como assim?" Dei um tempo, liguei de novo. Caixa postal. Caixa postal. Dei uma volta na estação, pasando por suas escadas rolantes. Voltei às cadeiras. 23h. "Às 23h15 eu ligo na casa dela, já deve ter dado tempo para ela chegar, caso a própria tenha ido embora direto".
- Oi! - Quem tá falando? - Pode falar? - É você? - Sim! Pode falar! - Mas... O que você já está fazendo em casa? - Ué, já estou aqui faz tempo!

O restante eu quero esquecer.

Há poucas vezes que eu penso nisso, mas, se o metrô não tivesse parado naquele bendito minuto, eu já teria passado das catracas e estaria pegando o ônibus, o que me impediria de esperá-la. Somente esperá-la. Só.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Revê-la.

Mandei msg:
"Quero te ver. Pode?"

Cheguei no Belém e dei um toque. Você retornou. Isso significava que eu poderia ligar!

- Alô!
- Oi, meu-a-mor-zi-nho!
- Oi, minha flooor! Onde você tá?
- No Belém! E você?
- Então me espera! Tô no Bresser!
- Claro, meu bem! Sabe qual vagão você tá?
- Hunnn... É... Não! (risinhos)
- ¬¬' Pff!
- Ah! Agora dá pra ver, tô no começo, perto das cadeirinhas que a gente fica, sabe?
- Já tô nelas!
- Quê? Tú, tú, tú, tú!
- Alô... Flor? (desliga o celular)

A preparação para aguardar a namorada foi deveras diferente. Já fazia duas semanas que não a via. Estava excitada e feliz, saboreando aquela espera, sentindo como se um sofrimento seria rompido naquele exato instante, e sentiria a maior das alegrias: revê-la!
Meus olhinhos brilharam ao detectar a sua presença num dos vagões. Meu amor desceu, preferiu não ir naquele mesmo trem, e me fez sentir uma das melhores sensações que tenho com ela. Um presente mágico. O seu abraço.